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terça-feira, 14 de dezembro de 2010

14/12/2010

Eu estava no hospital de mortos, eles eram reais e ruins, ódio nos olhos e maldade no coração, rostos desfigurados. Mas, no meio deles havia uma mulher, com os mesmos aspectos, com uma diferença, eu pude sentir a bondade dentro de seu coração, que o ódio sufocara. Ela gritava, pois queria se libertar.
Fui em sua direção, ela olhou firmemente para mim e pegando na minha mão, entrelaçou seus dedos enrugados com os meus. Mulher nova- velha, o curto tempo fez sua vaidade morrer.
Ela então, por um momento tentou me por em seu lugar, matando-me, foi quando com dedos entrelaçados eu rezei "Pai nosso que estais no céu...", seus dedos foram apertando, esmagando os meus, com força, o rosto mudava, enquanto ela gritava, agora sentada em meu colo, como um bebê que busca proteção. Uma lágrima rolou dos olhos negros de ódio...
Enquanto eu rezava "Ave Maria, cheia de graça..."
Foi quando ela deu um último suspiro, e deixou aquele corpo enrugado. Eu pude ver sua alma se libertar, voava como vento leve...
Enfim em PAZ!


"Agora me sinto estranha, como se realmente tivesse acontecido..."

domingo, 12 de dezembro de 2010

Espero morta, encontrar alguém vivo. E renascer.

Enquanto vidas se fazem em vão, eu continuo aqui na contra mão, sem procurar, querendo encontrar, uma luz nessa escuridão. E é tão estranho tantas almas perdidas, e tudo depender de sintonia e um coração, e por fim, tudo mudar, e eu enfim, descansar.


Vou continuar rimando, até quando completarem a última rima por mim...

sábado, 27 de novembro de 2010

Rosas para o mundo.



Eu vou dar rosas para o mundo, porque junto delas estará a minha melhor intenção.

Chorão já dizia: "O mundo explodiu lá fora, a vida não é mais como devia ser." E realmente, nada parece estar certo. Estamos sempre em guerra por paz, como poderemos ter paz causando guerras? Não há sentido nisso. O problema é que muitos não pensam no próximo. Muitos são os ricos, hipócritas da sociedade, os que vivem no luxo e esquecem de quem vive no lixo. Por quê as pessoas querem ser assim?
Há várias perguntas que não se calam. É revoltante viver em pleno século XXI, com tanta tecnologia, e isso só servir para espalhar o mal. 
Talvez o ser humano seja de fato, uma besta. Geradores do caos, morte e desamor.
O inferno não é aqui, mas, a terra da mentira, da falsa paz, da destruição é aqui sim. E não há mais tempo para reverter todo o estrago, agora é esperar as consequências e sofrer com elas.
"O Rio de Janeiro continua lindo...", talvez até continuaria, se nós não exisistissemos para acabar com toda essa beleza.
De uma coisa eu sei: aonde não existe paz, não existe amor.
Até onde vai chegar tanta maldade humana?
Agora não discuto mais sobre o mundo com o próprio mundo, ele nunca me diz o certo. Discuto sobre o mundo com quem o criou.

"Eu escuto música e sou louca, eles constróem bombas e são normais."
 

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Sobre minha ausência no blog.

Não sei se alguém ainda passa por aqui, mas, deixei de postar pois me rendi ao Tumblr, haha. Lá tem os textos novos e etc. Mas resolvi atualizar os dois agora. Quem tiver um tumblr, siga lá: http://gabsmoon.tumblr.com/

Estou de volta ao mundo blogueiro.

Tristeza não tem título.

O peso de ser alguém dói. A cruz de cada um. As batalhas travadas. A incerteza de viver. Dói. Como me dói.
Pensar me destrói, sentir me reconstrói. 
Tristeza me faz rimar, cantar, inventar... Amor, dor, lembranças. Do que não importa mais.
Não é passado de amor, é passado de vida. De tantas que já fui, de tudo que já fiz.
E eu só queria entender, porque é que tristeza faz a gente querer transparecer o melhor de nós, afim de que alguém consiga entender, e então, te admirar...

E como dói, me dói, apenas dói.

Congelada.



Pois todas as partes de mim estão espalhadas com aqueles que um dia levaram tudo o que eu tinha...
O que restou é um esboço, de quem já foi feliz, à um bom tempo atrás. E agora, nada satisfaz. 
Não, não mais...

Sou o peso do passado, a incerteza do presente, o medo do futuro.

domingo, 22 de agosto de 2010

E não há escuridão que ofusque o brilho de uma lua...


Por mais que estivesse em noites escuras, e sem as estrelas para brilhar junto dela, no fundo, sempre soube que brilhava com ou sem estrelas ou um céu mais claro. Mesmo se o sol não mais aparecesse, mesmo sem o eclipse, apesar de tudo, ela sempre estaria ali, intacta, com seus mistérios e sua solidão, com o seu brilho e o seu encanto, esperando por noites melhores.

Essa é a lua e suas eternas fases. Esta sou eu.