terça-feira, 14 de dezembro de 2010

14/12/2010

Eu estava no hospital de mortos, eles eram reais e ruins, ódio nos olhos e maldade no coração, rostos desfigurados. Mas, no meio deles havia uma mulher, com os mesmos aspectos, com uma diferença, eu pude sentir a bondade dentro de seu coração, que o ódio sufocara. Ela gritava, pois queria se libertar.
Fui em sua direção, ela olhou firmemente para mim e pegando na minha mão, entrelaçou seus dedos enrugados com os meus. Mulher nova- velha, o curto tempo fez sua vaidade morrer.
Ela então, por um momento tentou me por em seu lugar, matando-me, foi quando com dedos entrelaçados eu rezei "Pai nosso que estais no céu...", seus dedos foram apertando, esmagando os meus, com força, o rosto mudava, enquanto ela gritava, agora sentada em meu colo, como um bebê que busca proteção. Uma lágrima rolou dos olhos negros de ódio...
Enquanto eu rezava "Ave Maria, cheia de graça..."
Foi quando ela deu um último suspiro, e deixou aquele corpo enrugado. Eu pude ver sua alma se libertar, voava como vento leve...
Enfim em PAZ!


"Agora me sinto estranha, como se realmente tivesse acontecido..."

domingo, 12 de dezembro de 2010

Espero morta, encontrar alguém vivo. E renascer.

Enquanto vidas se fazem em vão, eu continuo aqui na contra mão, sem procurar, querendo encontrar, uma luz nessa escuridão. E é tão estranho tantas almas perdidas, e tudo depender de sintonia e um coração, e por fim, tudo mudar, e eu enfim, descansar.


Vou continuar rimando, até quando completarem a última rima por mim...